quinta-feira, 18 de outubro de 2012






                                       CAPITULO V

            Eles formavam um casal alegre, descontraído e feliz. Gostavam de reunir amigos, a família e tudo era um motivo de comemorar, beber e dar boas risadas. Passavam dias inteiros, senão noites com o pessoal, e tudo era muito divertido viajávamos muito pra diversos lugares, Ubatuba, São Sebastião, Parati, Mira Estrela, Cardoso, Minas e tantos outros lugares. Mas os lugares que mais íamos era São Sebastião quando pequenos, Ubatuba, e numa dessas idas e voltas, fomos conhecer um parque que tem em Parati, onde tinham animais soltos e você podia andar por lá livremente. Nesse dia, no caminho pra lá, meu pai tinha o habito de andar com o braço pendurado pra fora da porta do carro, e na estrada, havia um monte de estrume de vaca que ele passou com o carro em cima e a pressão fez com que o estrume espirrasse todo no braço dele, o que nos fez rir muito. Ele sempre levava ou convidava nossos tios e tias, e acabávamos sempre viajando em companhia de nossos primos, o que pra nós era o máximo. Eram dias inteiros na praia, com as regalias que o lugar nos oferecia e em casa, sempre pratos gostosos e mais festa. Mira Estrela e Cardoso também eram uns lugares aonde íamos com certa frequência e lá, sempre com nossas famílias reunidas, eles compravam carneiros, porcos e abatiam lá mesmo pra realizar grandes churrascos. Numa dessas viagens a Mira Estrela, e quando cito Mira Estrela, cito automaticamente Cardoso, já que estas eram cidades vizinhas, separadas somente por uma estrada de terra de 11 kilômetros, e como eles precisavam de isca pra pescar, atravessávamos o rio pra passar a rede do outro lado da margem, onde pegávamos pequenos peixinhos, e em uma ocasião meu pai foi e levou todas as crianças pequenas, pois adorávamos quando podíamos dar uma volta de barco. Mas enquanto estávamos lá, o tempo começou a virar rapidamente e meu pai nos apressou senão não passaríamos pro outro lado com tranquilidade, porem não foi possível a travessia tranquila, já que o tempo rapidamente se tornou agressivo e os ventos com a chuva, dificultou em tudo nossa travessia. Todos sem coletes salva vidas e o barco batia querendo virar, eu na popa do barco pra equilibrar o peso, não facilitando a virada do barco, e a chuva enchendo de água o barco, e todos, ate mesmo meu pai, nervosos e com medo. Correu tudo bem, sempre com a Grandeza de nosso Deus Criador, mas foi uma experiência um tanto inesquecível. Meu pai tivera uma moto em nossa infância também que me lembra do quanto corríamos com ela, pois era uma CB 450 e na época era uma moto potente e linda, pois era vermelha e bem preservada, e meu pai me levava pra andar nela e ele corria muito, coisa que eu gostava e me falavam, quando atingíamos velocidade superior a 100 km e nos divertíamos com aquele perigo. Aos Sábados, minha mãe sempre ia à missa, habito que ela sempre cultivou em nossos corações, ensinando-nos sempre a crer em Deus e na fé Católica, e íamos todos com ela, eu e meus irmãos, e cada um reagiam a sua forma, pois Marcelo quando alcançara uma determinada idade já não nos acompanhava com frequência por não ter mais vontade de ir, já minha irmã sempre fora muito religiosa e tivera ate um fato, quando em recuperação de uma queda, a primeira coisa que ela quis fazer foi ir à missa e no termino dela, aproximou-se de uma imagem de Nossa Senhora de Fátima, de onde, voltou com os olhos em abundantes lagrimas, que fez minha mãe se surpreender e questiona-la o porquê do choro, onde que ela respondeu com toda pureza de uma criança e fé iluminada, que ela havia visto Nossa Senhora Sorrir pra ela...! Eu, quando pequena geralmente me recostava no banco da igreja pra apreciar as pinturas que tinham no teto da igreja Matriz de Santo Antonio, pois era uma igreja linda e com sua construção elegante e monumental. Acabava por adormecer ali, no banco e com a cabeça apoiada no encosto acordando somente no final da missa. Nas saídas, minha mãe sempre deixa-nos ir ate o Padre Constantino pedir-lhe a comunhão, e como bom homem que sempre fora, nos elogiava pela vontade precoce do querer a hóstia consagrada e nos dava uma cada uma sem consagração, já que não se passava ali, de alimentar nosso desejo infantil e puro da comunhão fazendo-nos as crianças mais felizes do mundo. E no final de tudo, já que meu pai nos levava e ficava em algum bar esperando dar hora de ir nos buscar, minha mãe nos liberava um pouco antes dele chegar, pois não podíamos deixa-lo esperar nem um minuto, pois isso o irritava tremendamente. Corríamos pegar alguns pedaços de papelão que já levávamos com essa intenção, ou encontrávamos por lá mesmo sempre algum perdido e corríamos escorregar na grama da igreja, que era rodeada de um jardim com sua arquitetura desnivelada e algumas quedas forradas de grama que nos proporcionavam deliciosos lugares onde sentávamos em cima do papelão e descíamos com toda velocidade grama abaixo, o que fazia sempre o padre Constantino fosse ate nos e dissesse “crianças, não pode escorregar na grama...”, coisa que não levávamos em consideração. Após as missas sempre íamos à casa de alguém ou em algum restaurante, dando-nos sempre uma vida luxuosa, farta e feliz, só não pelo ciúme compulsivo e com a colaboração da bebida que transformava Cláudio em um homem agressivo e sem controle. As brigas começaram a ocorrer já no namoro, porem o amor sempre foi maior. A mãe de Fátima, Ophélia, chegou a se opor ao seu casamento, mas Fátima o amava demais. As brigas começaram a se tornar continuas e mais intensas, e toda festa acabava em violência. Não existiam motivos reais, aos olhos de quem estava de fora, porem a bebida faz coisas na cabeça de um homem que ate mesmo Deus duvida! Fátima não era um a pessoa que abaixava a cabeça e aceitava as ofensas, ela argumentava e se defendia, o que fazia com que ele ficasse ainda mais explosivo e agressivo. Seus três filhos acompanhavam tudo ao lado, quando pequenos, não sabiam como reagir e assistiam tudo como se estivessem numa arquibancada de circo e o show, eram seus pais se agredindo! Com o crescimento de cada um, eles começaram a reagir de formas diversas, cada um a sua maneira tentava proteger a mãe das agressões e ate mesmo de seus próprios medos, pois era assustador pra eles verem tamanha violência entre as pessoas que mais amavam. Havia vezes que eles chamavam seus tios, ou vizinhos e pediam ajuda, e assim, acabavam por envolver mais pessoas e toda situação se tornava ainda mais constrangedora pra ambos. Mas eram crianças e estavam com medo, pois seus pais eram tudo o que tinham. Fátima sempre fora cautelosa em relação ao amor e admiração que seus filhos tinham pelo pai, e todo final de briga ela tentava amenizar a situação e fazia-nos crer que a culpa era dela, ou que nada havia de errado e já tinha terminado. E nas manhãs seguintes, tudo se resolvia com um pedido de desculpas, um papo, um passeio, um almoço.. e tudo voltava ao seu ciclo normal, bebidas, festas e diversão... até que as brigas iniciassem novamente e tudo voltava a se repetir, mais e mais.... e cada vez mais violência e cada vez mais sofrimento, e as crianças foram crescendo e se tornando vitimas de tamanho sofrimento vivido em sua família. Marcelo sempre foi sensato e pedia, falava e tentava de muitas maneiras amenizar a situação, mesmo que sem sucesso, e houve vezes em que ele já crescido, se metia e apanhava e tentava bater em seu pai, pra tentar parar com a violência. Andréa já era pura explosão de sentimentos, chorava, gritava e pedia pelo amor de Deus para pararem... ela acreditava muito no pai e sempre tinha forças pra conversar com ele mesmo com tanto medo e violência, tentando convencê-lo de que não era assim que devia ser. Tinha vezes em que ela se desesperava tanto que desmaiava, e assim, a briga era finalizada temporariamente, e penso ate que estes desmaios eram propositais e ou psicológico, pois era uma forma que ela sabia de finalizar a briga... Era fantástico como ela acreditava que conseguiria, pois nunca desistiu. Eu, a mais nova, sempre fui movida pelo medo, e esse sentimento se tornava tão grande dentro de mim que sentia dores de barriga a cada sinal de perigo. Sempre me dava esse medo e a primeira coisa que eu fazia era me sentar num canto qualquer pra me sentir um pouco mais segura. Mas eu também fui crescendo e aprendendo o querer proteger, e me metia na briga e com minha adolescência chegando, passei a ofender meu pai, a proteger minha mãe e a me envolver com mais intensidade nas brigas. No fim, eram os três filhos no meio daquelas brigas sem fim, diárias e violentas. Fátima começou a contar mais com seus filhos e já não mais conseguia esconder seu sofrimento e suas dores e medos... às vezes ela se entregava a presença dos filhos e com eles chorava e se lamentava por tudo. Haviam vezes que essas brigas saiam mesmo quando haviam pessoas em casa ainda e não somente uma, mas diversas vezes pegava eles no banheiro com meu pai já a agredindo, e eles saiam como se fosse possível, nada tivesse acontecido, ate que todos fossem embora e eles pudessem “terminar” a briga. Essas brigas aconteceram muitas vezes no caminho pra casa, quando retornávamos de algum lugar, meu pai já começava com suas discussões no próprio carro e eles brigavam tentavam se agredir e colocavam em risco nossas vidas e de terceiros, vezes ate em que ele muitas vezes parava o carro pra bater nela ou manda-la descer do carro, acusando-a sempre de algo que ela cometia de errado na cabeça dele, quando não, ele se irritava com alguma manobra errada que algum motorista fazia em sua frente e arrumava confusão com pessoas que ele sequer sabia quem eram. Houve uma vez em que meu pai irritado com um motorista de ônibus, parara o carro na frente do ônibus, de forma que não permitia sua passagem e desceu do carro pra enfrentar o motorista que nem sabia o que estava acontecendo, e o fato de seus filhos, sua família estar no carro correndo perigo e se expondo ao ridículo juntamente com ele, não o impediam de cometer loucuras desse tipo. Numa dessas discussões absurdas com terceiros, ele arrumou encrenca com um cara de um fusca azul que nos seguiu até em casa, parando seu carro na porta, desceu armado e ficou la chamando meu pai; naquele momento ele se dera conta da gravidade de suas atitudes e o risco que se colocara e sua família, e reconhecendo isso, naquele dia, ele covardemente se escondeu dentro de casa, tentando ignorar a ameaça que lhe fazia aquele rapaz ate que ele se cansasse e fosse embora, que foi o que ocorreu. As agressões cometidas pelo meu pai contra minha mãe eram de fator grave, e infinitas foram às vezes em que eu e meus irmãos precisávamos salvar minha mãe, e algumas, salva-la da morte. Ele não parecia ter noção de sua força e de que a pessoa que estava a sua frente era sua esposa e mãe de seus filhos. Ele batia nela como um lutador de boxe bate em seu adversário, como se brigam dois homens em uma briga de rua.  Ele batia de mão fechada em sua cara e a jogava longe, contra a parede, pelo cabelo, da forma que ele precisasse, ele a pegava e batia. Existia um ódio nesses momentos que me paralisava, me dava pânico e ódio ao mesmo tempo. O olhar que ele tinha nesses momentos era como de um ser maléfico, cheio de ódio, ele se transformava de tal forma que, hoje penso que ele mesmo não sabia o que era aquilo, que força ou ser era aquele que o tomava e levava-o a fazer tudo aquilo. Houve, vezes em que se não chegássemos a tempo, ele a teria matado, e as cenas eram das mais deploráveis possíveis, algo de nos tomar de choque e medo, transformados pelo que assistíamos e presenciávamos. Quando saiamos pra alguma festinha ou quermesse, saiamos já com o medo do que poderia acontecer e eram raras às vezes em que saiamos sem essa preocupação, em nos existia algo, um sentimento ou uma intuição que nos acionava em determinados momentos que nos apressava a voltar pra casa e em todas essas vezes, chegamos em momentos críticos em que se não fosse nossa presença, teria sido o fim definitivo de todos nós. Muitas vezes nos revezávamos e se dois de nós saiamos, um ficava, mais entre eu e minha irmã ocorria esse rodízio. Minha mãe sempre ficava com hematomas terríveis em seu corpo e não somente uma vez, precisamos correr com ela pra um hospital. Uma vez, mesmo contra a vontade de meus irmãos, pois tentávamos não chegar a tal ponto, porem às vezes foi preciso chamar a policia, e em uma das vezes, creio que a primeira, fui eu quem o fiz, e chegando lá, os policias foram atendidos por mim que expliquei o que ocorria e pedi que entrassem senão ele a mataria. Porem, os policias, de forma tremendamente fria, me informaram que o fato de eu ser menor de idade, por volta de 10 anos, 11 anos.. eles não podiam entrar sem a autorização de um maior, que eram meu pais ...Como???disse aos gritos, meu pai esta matando minha mãe e vocês nada podem fazer??Vão ficar aqui, assistindo de camarote???....mas nada mudou o destino daquela noite, que era mais uma vez minha mãe ser gravemente ferida naquela briga cheia de ódio e tão vazia de razão. Em outras oportunidades, em que policia foi envolvida, tivemos que acompanhar minha mãe ate um hospital, onde se realizara exame de corpo delito e depois, seguir ate a delegacia, onde se prestava queixa, uma humilhação atrás da outra, pois de nada resolvia, mesmo com queixa prestada, ate mesmo na delegacia da mulher, o que inclusive se faz muita propaganda e campanha de que devemos denunciar a violência no lar e a delegacia da mulher seria um órgão que deveria servir de proteção e apoio a esse tipo de incidentes, mas confesso que de nada resolveu às vezes em que procuramos a policia e a delegacia da mulher, senão pra nossa própria humilhação de ter de se expor pra terceiros, em meio a um ambiente frio e irrelevante em circunstancias que dependíamos muito de sua ação. Essa foi nossa rotina de vida por mais de 20 anos de nossas vidas, e dizer que melhorava ou piorava.... torna-se algo meio que impossível, pois o cansaço e desilusão se tornara companheiro de nossos dias e esperança, era uma palavra distante de nosso dicionário. Fé...mesmo com os ensinamentos que minha mãe nos passava e cultivava em nossos corações, sempre nos incentivando a participar da comunidade e de suas obrigações, que era o catecismo, crisma e ate mesmo, nos envolvemos em dar aulas na comunidade por vários anos, mas isso não era o suficiente pra termos fé naquilo que mais nos sufocava e fazia sofrer. Lembro-me de ser uma pessoa que não perdia uma oportunidade sequer de desabafar e chorar com que se mostrava amigo e cúmplice de minhas dores e medos. E creio que meus irmãos também o fizeram em suas vidas que de nada fora diferente da minha, a não ser pela índole e ego de cada um, criando assim, nossas personalidades. Nossos familiares eram muito próximos de nos ate um tempo, em que tudo era festa e as coisas controladas, mas repetidos constrangimentos que passavam com toda essa situação os levaram a se afastar e o não querer da parte de minha mãe o divorcio, fez dela a mais errada de tudo aquilo, pois eles não aceitavam que ela concordasse continuar com aquele cenário de vida. Mas a questão não era concordar ou não, pois eu também julguei minha mãe e meu pai por tudo, sofrendo e criando barreiras que jamais conseguiria derrubar num futuro próximo de minha vida e de nada resolveria, pois a questão seria tão individual de cada um dos dois, que penso ate ser espiritual. Era por amor, era por medo do mundo que teria de enfrentar com seus filhos, era por medo do próprio marido e ate mesmo por esperança que ela não o fazia e ele, talvez fosse guiado tão cegamente por forças maiores que se permitiam toma-lo nos momentos em que bebia e se tornava vulnerável, que em sua cegueira e orgulho, não percebera que aquilo tudo não era ele, e sim, algo que o fazia sofrer tanto quanto nos, sua família. Não era jamais uma questão de julgarmos ou apontarmos um ou outro...como todos o fizemos, e sim, de tentar se colocar no lugar de um e de outro, e tentar ter compaixão por cada atitude, por cada ser e coração que ali se autodestruía. É o que sinto hoje...uma cumplicidade maior me faz ter compaixão por ambos e me coloco no lugar de cada um, e confesso não saber qual dos dois sofreu mais e qual dos dois errou mais, pois havia somente uma meta ali, naqueles corações despedaçados...AMOR! O fato caro leitor, é que aquela união caminhava a cada vez mais para seu fim e Cláudio nunca admitira que a bebida fosse o fator predominante nessas brigas. Ele a amava com seu mais profundo amor, isso era fato, porém não percebia que algo o estava levando ao caótico fim de seu casamento. Ele era orgulhoso, forte, determinado, e tinha um coração sem tamanho quando o assunto era ajudar alguém que conhecia , ou de nossa família...era um bom homem, trabalhador, alegre e inteligente, porém, a bebida o transformava num homem que, creio eu, nem ele conhecia e sabia lhe dar! O pobre era influenciado ou se deixava levar pelo vicio que não era notado, e aos poucos ele ia se perdendo e perdendo os que mais amava. Os filhos foram crescendo, e com eles, cresciam as maneiras individuais de cada um de sobreviver com essa relação tão tortuosa, e Marcelo já se envolvia mais com o trabalho, os estudos e quando começou a namorar Elisa, ele se dedicava somente a isso, não mais se permitindo ter tempo pra família e sua convivência. Pensávamos que ele não se importava conosco e com nosso sofrimento, porem , hoje, penso que esta foi a saída que ele achou em seu caminho pra que não sofresse tanto, já que nós pouco podíamos fazer pra resolver algo entre nossos pais. Andréa sempre foi de ter muitas amizades e nosso ponto de encontro era na frente de nossa casa mesmo, já que morávamos em frente a uma praça onde todos se encontravam e se tornou o point da moçada. E mesmo namorando serio e apaixonada, ela quase não saía de casa, pois tinha medo de que nosso pai brigasse com nossa mãe e ela estivesse sozinha, como se protegeria? Seu namorado concordava com isso, já que estava com ela por amor, mas isso custou a relação deles e ela também foi se desgastando emocionalmente e criando suas maneiras de responder ao seu sofrimento interno, e acabava sendo expressiva e extrema em suas atitudes e palavras, e também entendo que tudo que ela fez e a forma, era seu jeito de expor e sobreviver ao sofrimento que passava por dentro com tudo aquilo. Mesmo amando demais o pai, e mesmo contudo o que ele fazia, ela nunca deixou de admira-lo e ama-lo com toda sua força. E eu, passei a viver minha adolescência em meio aos meus amigos e nas farras de nossa idade, e aos poucos mesmo me envolvendo demais nas brigas, fui me educando a sair antes das brigas começarem e chegar somente quando eles já estivessem dormindo, assim, eu me poupava daquilo tudo e sofria menos...pelo menos era o que eu queria acreditar!Nesta jornada, todos sofreram demais...o casamento foi à falência e parte de nossas vidas também, porem, como não conhecemos os desígnios de Deus e do destino, cada um fez seu caminho a sua maneira, e todos, acreditem...todos aprenderam demais!


            Penso; “Como Viver a Vida em Termos de Esperança...".
                           E que Palavra é essa...Que a Vida não Alcança...?!”

4 comentários:

BruCasati disse...

Entre todas essas lembranças, a que eu mais me identifico é a da igreja matriz de Santo Atonio. Na infância eu fazia o mesmo: íamos aos domingos matinais, e assistíamos à missa (sempre no mesmo banco). Eu, igual à voc^, me recostava no banco e apreciava a arquitetura e lindas pinturas da igreja. Lia nas bordas do topo as inscrições em latim, o que me encantava.

Muito legal sua proposta de contar essas lembranças. Isso se tornará um tesouro para a familia, com o tempo.

Eu tenho um blog também, onde escrevi um conto (nada pessoal, apenas exercício de escrita). Se quiserem dar uma passada e comentar, eu ficaria feliz também. ^_^

www.brucasati.com.br

Andréa disse...

Nossa Claudinha, me identifiquei muito com essa parte das brigas dos pais.. eu e meus irmãos passamos por tudo isso também....mais eu, a Adriana e a Vanessa....porque o Lucas e a Mara eram pequenos e não se lembram de muita coisa, quando meu pai faleceu, foi um grande alívio, por conta de tanto sofrimento....mas hoje, depois de 18 anos, sinto tanto a falta do meu pai....gostaria de ter a maturidade de hoje,só que naquele tempo,pois acredito que poderia ter ajudado meus pais....mas enfim, tudo passou...bjs!

Claudia Mantovani disse...

Pois é Bru...as vezes me recordo de coisas que me parecem tão vivas... qto a se tornar um tesouro, nem sei, pode virar um pesadelo tbem, hahaha.....obrigada por me ler espero que acompanhe pois isto, ao final terá formato de livro. beijos, amo vc!

Claudia Mantovani disse...

É Andrea, é assim mesmo...qtos enós, como me expresso em determinadaparte deste "livro", passamos por isso, por esses medos e traumas.. mas olhar hoje com maturidade e desejar mudanças infelizmente não é possível, porém, podemos ter a consciencia de que faremos diferente, pelo menos sabemos que podemos faze-lo, neh! Obrigada por me ler, tem mais vindo por ai...eva longe! beijão